Recuperação tributária: como funciona o modelo no êxito.
O cliente só paga se a recuperação acontecer. Parece bom demais? É exatamente esse o modelo. E faz sentido por razões técnicas.
"Vocês cobram só sobre o que recuperam? Mas e se eu não recuperar nada?" Essa é talvez a pergunta mais comum nas primeiras reuniões. A resposta é direta: se nada for recuperado, você não paga nada. É exatamente assim que funciona o modelo no êxito.
Esse formato existe porque atende a uma realidade prática: nem toda empresa tem condição (ou interesse) de pagar uma consultoria adiantada para descobrir se há crédito. E nem toda consultoria quer assumir o risco de fazer o trabalho sem garantia de retorno. O modelo no êxito alinha os incentivos.
Como funciona, etapa por etapa.
i. Reunião inicial.
Conversa de uma hora, sem custo, em que entendemos a operação do cliente: porte, setor, regime tributário, ERP, complexidade. Não há proposta nessa etapa, apenas escuta técnica.
ii. Diagnóstico tributário.
Análise dos últimos sessenta meses (cinco anos, limite de prescrição da Receita Federal) com cruzamento de dados fiscais, contábeis e operacionais. Pode levar de quinze a sessenta dias dependendo do tamanho da empresa. Esse diagnóstico é gratuito.
iii. Apresentação do potencial.
O resultado do diagnóstico vem em formato de relatório executivo: quanto o cliente tem chance de recuperar, em quais teses, com que prazo estimado e com que percentual de cobrança no êxito. Aqui o cliente decide se quer seguir ou não.
iv. Execução técnica.
Se o cliente seguir, começa o trabalho operacional: levantamento detalhado, cálculo, peticionamento administrativo (ou judicial, se for o caso), acompanhamento processual. Tudo sem custo para o cliente.
v. Crédito reconhecido e usado.
Quando o crédito é reconhecido pela administração tributária e pode ser efetivamente compensado ou recebido pelo cliente, aí sim, sobre o valor efetivamente recuperado, é cobrado o percentual acordado.
Por que esse modelo existe.
Três razões principais.
i. Alinhamento de incentivos. A consultoria só ganha se o cliente ganhar. Isso significa que ninguém vai abrir tese frágil só para faturar. O foco está em teses sólidas, com chance real de prosperar.
ii. Acessibilidade. Permite que empresas que não teriam orçamento para contratar uma consultoria tradicional consigam o serviço técnico. O risco fica com a consultoria, não com o cliente.
iii. Confiança técnica. A consultoria está dizendo, de forma implícita: "tenho tanta certeza do que vou recuperar que aceito ganhar só se conseguir". É um sinal de confiança no próprio trabalho.
O que não entra no modelo no êxito.
Importante: nem todo serviço tributário cabe nesse formato. Cabem bem:
- Recuperação de créditos tributários (PIS, COFINS, ICMS, IPI, INSS sobre verbas indenizatórias)
- Recuperação de ICMS-ST com margem real menor que a presumida
- Teses tributárias com jurisprudência favorável consolidada
Não cabem (e devem ser cobrados por fee fixo mensal ou projeto):
- Revisão fiscal preventiva
- Planejamento tributário
- Compliance contínuo e acompanhamento de obrigações acessórias
- Defesa em autuação fiscal
- Adequação à Reforma Tributária
O motivo é técnico: nesses serviços não há "resultado financeiro recuperado" sobre o qual aplicar percentual. O valor entregue é a conformidade, a segurança jurídica, a economia futura. Por isso o modelo justo é fee fixo.
Cuidados ao escolher uma consultoria no êxito.
Três sinais de qualidade para procurar:
- Diagnóstico técnico antes da proposta. Desconfie de quem promete recuperação antes mesmo de olhar a sua operação.
- Parcerias com escritórios especializados. Para teses judiciais, é fundamental ter advocacia tributária por trás.
- Transparência sobre teses e prazos. Um bom diagnóstico explica em quais teses pretende atuar, qual o risco de cada uma e qual o prazo realista de recuperação.
A R2 trabalha com modelo no êxito em parceria com Tax Group. Quer fazer um diagnóstico gratuito?