E-book · Edição 2026

Reforma Tributária na Prática.

O que muda em 2027 para o varejo brasileiro. Cronograma completo, impactos por área e checklist de adequação. Em parceria com Tax Group.

Capítulo i · página 02

Por que esta edição.

A Reforma Tributária aprovada em 2023 começa a produzir efeitos práticos em 2026, com impacto real a partir de 2027. Para o varejo brasileiro, em especial supermercados, o impacto será operacional, comercial e financeiro ao mesmo tempo.

Esta edição reúne o que já está definido, o que ainda depende de regulamentação e o que os supermercados deveriam estar fazendo agora, antes da virada.

O material foi produzido pela R2 Soluções Empresariais em parceria com Tax Group, uma das principais empresas de compliance tributário do Brasil. Conduzimos projetos de adequação à Reforma Tributária desde 2025.

Boa leitura.

Capítulo ii · página 03

A reforma em uma página.

A Reforma Tributária do consumo no Brasil unifica cinco tributos (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) em três novos: CBS (federal), IBS (estados e municípios) e Imposto Seletivo (sobre produtos prejudiciais).

O ponto central: o imposto passa a ser cobrado no destino (onde o consumidor está), não na origem (onde a empresa está). Isso muda toda a lógica de competitividade interestadual e de planejamento logístico.

A transição é longa: de 2026 a 2033. Mas o ano-chave é 2027, quando a CBS substitui PIS e COFINS em definitivo e o Imposto Seletivo entra em vigor. A partir daí, o seu sistema, seus cadastros e sua precificação precisam estar prontos.

A boa notícia: muitos setores serão neutros ou ganharão. A complicada: quase ninguém fica como está. Quem não simular, vai descobrir depois.

Capítulo iii · páginas 04-05

Cronograma oficial.

Ano O que acontece
2026 Fase de testes. CBS a 0,9% e IBS a 0,1% incidem sobre operações, mas sem efeito arrecadatório (servem para calibrar sistemas e regras).
2027 Marco principal. CBS substitui PIS e COFINS em definitivo. Imposto Seletivo entra em vigor.
2028 IBS começa a substituir gradativamente ICMS e ISS, em alíquotas pequenas.
2029-2032 Transição gradativa do IBS, com aumento progressivo da nova alíquota e redução proporcional de ICMS e ISS.
2033 Fim da transição. ICMS, ISS, PIS, COFINS extintos. Apenas CBS, IBS e Imposto Seletivo permanecem.
Atenção O cronograma vigente pode sofrer ajustes em leis complementares e regulamentações posteriores. A R2 e o Tax Group acompanham as atualizações regulatórias.

Capítulo iv · páginas 06-07

Os três tributos novos.

i. CBS (federal).

Contribuição sobre Bens e Serviços. Substitui PIS e COFINS em 2027. Alíquota nacional única, com não cumulatividade ampla (todo crédito ao longo da cadeia se aproveita). Imposto sobre valor agregado, no modelo IVA, padrão da maior parte do mundo.

ii. IBS (estados e municípios).

Imposto sobre Bens e Serviços. Substitui ICMS e ISS. Alíquota composta (parcela estadual + parcela municipal). Mesma lógica de não cumulatividade ampla da CBS. Funciona em paralelo com a CBS, com bases de cálculo similares, mas competências distintas.

iii. Imposto Seletivo (o "imposto do pecado").

Incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (bebidas alcoólicas, tabaco, alguns combustíveis fósseis, e outros a serem regulamentados). É cumulativo e tem natureza extrafiscal: a finalidade principal é desestimular o consumo, não arrecadar.

Capítulo v · páginas 08-10

Impactos por área do supermercado.

Fiscal e contábil.

A área que sente o impacto primeiro. Mudam todas as obrigações acessórias, todos os relatórios para o fisco, todo o cálculo de impostos sobre venda. Treinamento técnico é obrigatório.

Compras.

Negociação com fornecedor muda porque o crédito é diferente. Vale rediscutir verbas, prazos e condições antes da virada. Contratos longos podem ter cláusulas tributárias que precisam ser ajustadas.

Comercial e precificação.

Cálculo de preço de venda muda. O imposto passa a ser "por fora" (somado ao preço, visível ao consumidor), não "por dentro" (embutido). Em alguns segmentos, o preço de gôndola sobe mesmo sem aumento real, e isso precisa ser comunicado com cuidado.

Operacional e TI.

ERP, frente de caixa, etiquetas eletrônicas, sistemas de gestão de cadastro. Tudo precisa de versão atualizada, calibrada e testada antes de 2027. Não basta esperar a versão chegar do fornecedor.

RH e treinamento.

Equipes precisam entender a mudança. Fiscal, contábil, compras, comercial e operações: todos têm que estar prontos. Treinamento começa agora.

Capítulo vi · páginas 11-13

Sete eixos de adequação.

  1. i.

    Revisão de cadastros.

    NCM, CEST, alíquotas, regimes especiais. Em redes com milhares de SKUs, esse trabalho começa .

  2. ii.

    Recálculo de margem por categoria.

    Categoria por categoria, simular margem atual e estimada pós-reforma. Sem isso, não há precificação consciente.

  3. iii.

    Atualização do ERP.

    Entender o cronograma do seu fornecedor (Linx, WinThor, Bluesoft, Comprice, etc) e testar antes da virada.

  4. iv.

    Revisão de obrigações acessórias.

    SPED Fiscal, SPED Contribuições, EFD-Reinf, NF-e modelo 65 e tudo mais que muda.

  5. v.

    Renegociação de contratos.

    Cláusulas tributárias em contratos de fornecimento, locação de equipamentos e logística.

  6. vi.

    Treinamento da equipe.

    Por área: fiscal, contábil, compras, comercial e operações. Cronograma com responsáveis.

  7. vii.

    Simulação de impacto.

    O mais importante: simular a carga total antes da virada. Saber se sua rede ganha, perde ou fica neutra.

Capítulo vii · páginas 14-15

Checklist para imprimir.

Reúna sua equipe técnica e marque o que já foi feito, o que está em andamento e o que ainda não começou. Atualize trimestralmente até 2027.

i. Mapeamos os SKUs com NCM/CEST a revisar? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
ii. Definimos responsável pela revisão de cadastros? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
iii. Já temos simulação de margem pós-reforma por categoria? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
iv. Falamos com nosso fornecedor de ERP sobre cronograma? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
v. Identificamos contratos com cláusulas tributárias a revisar? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
vi. Temos cronograma de treinamento por área? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
vii. Já fizemos simulação de impacto global da reforma? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
viii. A equipe fiscal/contábil entende a transição? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
ix. A precificação tem plano de comunicação ao consumidor? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO
x. Temos consultoria especializada apoiando o projeto? [ ]
FEITO
[ ]
EM CURSO
[ ]
NÃO

Capítulo viii · página 16

Como a R2 pode ajudar.

A R2 Soluções Empresariais conduz projetos de adequação à Reforma Tributária desde 2025, em parceria com Tax Group e Dr. Fiscal. Nossa atuação se dá em quatro frentes:

  • i. Diagnóstico de impacto com simulação por categoria
  • ii. Plano de adequação com responsáveis e prazos por eixo
  • iii. Revisão de cadastros de SKUs com Tax Group e Dr. Fiscal
  • iv. Acompanhamento da execução até a virada de 2027

Diagnóstico inicial gratuito.

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Reforma Tributária na Prática · Edição 2026 · R2 Soluções Empresariais em parceria com Tax Group.
Material informativo. Não substitui consultoria personalizada para o caso específico da sua empresa.